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Originalidade Tupiniquim [1]

Bom, este pode ser um esboço de uma série de posts nos quais eu venha a abordar temas como Software Livre, Linux, Comunidade, entre outros assuntos. Não sou nem de longe um guru em informática, tenho sim, uma certa dose de boa vontade, de curiosidade. E o que me traz aqui hoje é a seguinte pergunta: porque gostamos tanto de ser dirigidos?
Meio estranha essa pergunta não? Você deve estar pensando: “Você pode até ser comandado amigo, eu não!”, eu te pergunto; Será? Porque temos tanto essa necessidade de sermos tutelados, guiados por algo, ou alguém. Onde fica nossa iniciativa, nosso livre-arbítrio? Porque não levamos pra vida toda aquela centelha de curiosidade infantil que nos motiva a por-mos tudo na boca, cheirar-mos sem receio a qualquer objeto, ignorar-mos com a maior prontidão quando alguém nos brava: “Nã0 toque nisso! Não faça aquilo!”.
Curiosidade. Essa com certeza é a faísca inicial para a necessidade da pesquisa, e o que é a pesquisa senão a busca pelo conhecimento que ainda não temos, ou citando um livro que estou lendo no momento, é preciso sempre construir a necessidade de construir caminhos[1] . E o que tudo isso tem a ver com você e comigo? A necessidade de traçar caminhos novos é primordial pra que nos edifiquemos como seres humanos. Porque vir ao mundo para seguir por caminhos dantes explorados se podemos criar nosso próprio caminho e descobrir o que há de novo em cada ponto da estrada?
Enfim, curiosos sobre a imagem no início do post? Pois bem Ubuntu é uma distribuição, ou versão, do Linux, um outro tipo de Sistema Operacional para computadores, um concorrente do seu popular Windows ok? Pois bem, o Ubuntu assim como a maioria das distribuições Linux é gratuito, isso mesmo, DE GRAÇA! Essas distribuições são mantidas graças a um senso de colaboracionismo, de participação, onde milhões de usuários buscam a cada dia criar melhorias e distribuí-las, compartilhá-las com seus colegas usuários. E porque eles fazem isso? Porque todos querem aprender. Todos tem vontade, e INICIATIVA em aprender, em criar algo novo. E é justamente este conceito, de pró-atividade, de empreendedorismo que a cultura brasileira precisa absorver. O Brasil é rico em material humano, precisamos parar com essa sub-utilização da nossa massa criativa, precisamos criar uma identidade nacional, própria, digna, forte e sobretudo original, para que enfim, de uma vez por todas, escapemos dessa triste condição de eterna colônia de outrem.
[1] DEMO, Pedro. Pesquisa: Princípio Científico e Educativo – São Paulo: Cortez, 2003.
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